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sábado, 21 de julho de 2012

Amizade e Vícios: O que se DESFAZ?


Eu sou PUTONA! Sim, sou, posso afirmar isso. Dou para qualquer um, caio de boca em uma bela neca, sou dessas.  Tem sido muito difícil admitir isso, mas comecei admitindo isso para meus amigos, afinal sempre confiei muito, de verdade, confiei...
Na verdade, estes têm me desapontado um pouco... Uns pela ignorância que em breve vou postar aqui e outros pelo excesso...  Nunca gostei de bebida, tenho um pai alcoólatra e uma tia que já foi assim, sei o quanto machuca conviver com alguém que perde a linha...
Aí você me pergunta: “Como um cara que se intitula a favor do avesso tem tabu com bebida?” Vou responder da seguinte maneira... Beber faz parte da sociedade, da vida de milhares de pessoa em todo mundo é um habito, é uma distração e é também um vicio insuportável.
Como posso confiar em alguém que depois de algumas doses é capaz de esquecer seu próprio nome e cair na sarjeta? Como ser livre se tenho junto a mim alguém que requer atenção e cuidados para que nenhum desgraçado abuse do coitado? Como?
No inicio do post eu afirmei que sou PUTONA, sim gosto de sexo e de sexo bom, mas algo eu ainda não afirmei aqui e só quem sabe é quem me conhece de verdade eu sou também um PUTA Amigo daqueles que tiram do corpo para dar, sou leal, sou carinhoso e tenho amor.
O que eu quero com esse post? Quero o mesmo comigo... Quero lealdade e amizade. Quero que os meus “amigos” estejam sóbrios e capazes de raciocinar do meu lado. Quero me diverti a noite toda e não me ver sentado na calçada esperando o porre de alguém passar.
Confiem em mim, mas eu posso confiar em você para não agredido por um homofóbico? Para que nenhum louco coma meu cu? Para que eu possa pegar alguém legal durante toda noite? Será que posso confiar a esse ponto? É foda não ter com quem contar na balada, na vida.
Este parágrafo acima é parte de uma conversa que tive com um amigo em questão onde ele me pedia confiança que isso jamais iria acontecer novamente. Após essa conversar saímos mais duas vezes o mesmo se repetiu dessa vez com um acréscimo o uso de entorpecentes.
Parece tão mais fácil falar aqui da pegação nos banheiros, dos caras que conheço pela rua, mas esse tema me incomodou por ver alguém que eu gosto e admiro se deixando levar por vícios e mais vícios sem propósitos é horrível ouvir “se eu não beber não me divirto”.
Gostaria de ser a favor da liberdade de ter vícios, mas não consigo. Se eu não me incomodar com seus excessos posso não está me incomodando com sua existência, posso está cagando um bombom pelo que você significa para mim. Sou assim.
Estou indo viajar com meus amigos sei posso esperar tudo deles TUDO MESMO. Estou pedido aos céus serenidade para curtir e desfrutar da viagem, ignorar os excessos de bebida, fumo e os entorpecentes (tenho pânico de drogas), ser feliz por mim.
Uma pergunta lançada no titulo do post me acompanha nestes dias e também na minha visão sobre este blog. Amizade e Vicios: O que se desfaz? Acredito que ambos, afinal quando o vicio é capaz de substituir a amizade algo foi desfeito...
Na verdade, para mim, a amizade é viciante está entre amigos, sorri e chorar com eles... Oremos lindos leitores para que minhas amizades não sejam desfeitas ou substituídas por uma Itaipava ou um cigarrinho de maconha, para que eu só venha desfazer é as malas quando voltar para casa.

Beijos COLORIDOS
Sandro Katt


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Uma Ode para Camilla


Tudo aconteceu em uma terça-feira, às 20h33 no banheiro de um supermercado qualquer de SG. Eu passei no local citado para retocar a make, afinal sou dessas e preciso cuidar da imagem foi quando estava diante do espelho um senhor, acredito ser aux. de pedreiro devido a sua bolsa com ferramentas, colocou a mala em exibição, como dizem as colegas fiquei rosa chiclete diante de uma mala longa e negra, mas não fiz.

Estou meio sumido daqui e como já falei não faço mais essas pegações há muito tempo tenho medo de doença e de ser preso, afinal isso é atentado ao pudor, mas deixa voltar ao assunto. Ele ficou se exibindo quando de repente entra aquela entidade no banheiro, uma passiva alta, de cabelos vermelhos e unhas verdes calçando havaianas e vestindo shorts e camiseta.

Eu deveria me chocar, mas eu já conhecia ela/ele de outro point, mas, detalhe, sempre tive medo de bicha barraqueira por isso não puxava assunto. Naquele dia foi diferente ela entrou dizendo que o outro point estava cheio de Cacuia (homem velho afim de pegação/Cacuia também faz referência ao cemitério do Cacuia no RJ) e que era impraticável ficar lá daí começamos a conversar.

Ela se apresentou para mim seu nome de guerra era Camilla, não sei se é assim que escreve, mas sua postura audaz merece uma Camilla com y e três éles no mínimo, ao seu lado estava uma passiva amiga, típica bicha pão com ovo, que lhe fazia assessoria. A conversa se estendeu um pouco e o cara começou a mostrar a mala de modo descarado, eu ri alto quando Camilla disse que faria e (pausa dramática) vez, ali na frente das irmãs.

Irmãs é a nomenclatura utilizada para definir as passivas que fazem banheiro, esqueci de contar que Alek também havia chegado, ele já é amigo de Camilla de longa data desde inauguração do mercado, ou seja, um tempão de pegação. Fiquei lá fora conversando com Alek enquanto Camilla fazia o cara e sua amiga e assessora vigiava a porta. No entanto, as duas tiveram que sair por que além do segurança chegou outras passivas concorrentes.

No estacionamento, ficamos conversando e Alek sugeriu uma suruba, mas como a sábia Camilla disse: “Somos todas irmãs e eu sou mulher.” O papo seguia animado, de verdade foi muito divertido conversar com aqueles meninos, sim, meninos procurando emoções e aventuras com os casados enrustidos. Como disse no outro post tenho problemas com casados, mas com Camilla aprendi a vê-los como objetos para sexo, somente.

Ela tinha tanta razão que o auxiliar que pensávamos ter indo embora cuidar da família veio ao nosso encontro e disse que queria terminar o que começou com a Diva Camilla. Morri ao ver o tamanho da aliança dele quando este deu a mão para ela. Sei que a idéia não é criticar a postura dele, mas que ele é bem filho da puta isso é. Camilla foi com ele para os fundos do mercado e pediu que Alek e eu ficássemos a esperando, a outra passiva tinha vazado.

Sentamos no estacionamento e disse meu nome para o Alek, ele anotou o telefone que eu dei e ficamos conversando o tipo de conversa que eu adoro onde a pessoa fala o tempo todo e eu escuto. Não gosto de falar dos meus sentimentos de forma descarada, falo do que vejo e do vivencie, mas ainda assim posso esconder aumenta e diminuir o que eu quiser sou um amante da escrita por isso escrevo e mal sabe o Alek que estou falando dele aqui.

Camilla demorava e a policia estava passando bem no local que ela escolheu para fazer o cara. Medo foi o que sentimos fomos até lá e de longe vimos à animação e por fim fomos embora, me despedi do Alek e segui meu caminho. Depois desse dia nunca mais vi o Alek, gostei dele super legal ele me disse que se tudo desse certo ele iria deixa a pegação para se casar espero que isso tenha acontecido e que ele seja muito feliz.

Por sua vez essa foi a primeira vez que conversei com Camilla, depois disso já encontrei aquela senhora várias vez nas ruas de SG. Às vezes sozinha às vezes acompanhada sempre vejo aquele homem que sonha com outro, sonha em viver os momentos lindos de amor, puro amor. Conversamos sobre o episodio da terça ela me disse que fez completo e que o cara falou ser casado que queria largar a mulher e ficar com ela, nós rimos, muitíssimo.

Depois disso posso dizer que tenho uma amiga na noite. Camilla protege as outras que estão com elas e o grupo se fortalece, não sei se posso me considerar do grupo porque não faço mais e elas sabe e comprovaram isso, porém sou sempre bem recebido quando nos encontramos, deixamos até alguns caras esperando porque o papo tava bom. Na noite, no meio da pegação as bi se protegem e isso pude comprovar algumas vezes e de fato acho Digno, acho Tendência, acho a cara da minha irmã Camilla.

Falando bem da Amiga!
Beijos Coloridos
Sandro Katt


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Perdido:Vou ou Não Vou pro Céu?



Nesta onda de religião X homossexualidade e fim de mundo eu vejo que é muito difícil achar um caminho dito santo onde o objetivo é alcançar o céu... 
No caminho de “pecado” que estou inserido ainda não encontrei a esquina que me conduz ao lugar santo... Sei que Deus existe tenho conversado muito com ele, mas eu não existo, sabe?

Eu não existo... Sou uma série de insinuações, sou reticências, sou por muitas vezes apenas a influência de outros, sou qualquer um e isso dói.
Meu coração está ferido, há um abismo aqui, estou machucado com tanto desrespeito... Tem pessoas que conheci e que acreditei ter uma vida correta e transei com elas, no final não eram tão corretas assim...
Outras que por momentos desprezei acabaram transando comigo, também! Não fiz bom julgamento, acredito.
Seria eu uma espécie funcionário dos meus instintos? Algo semelhante talvez? Eu gosto de prazer é fato! Quem não gosta? (podem jogar pedras, preciosas de preferência) 
Gosto do corpo sobre o meu, das mãos fortes, dos pêlos, da boca gulosa...
Gosto do cheiro, do arrepio, do perigo, gosto da dor...

Gosto do olhar pedindo mais, dos anseios de querer morder... Gosto disso. Sou meio biltre, sou ácido, sou Lady Gaga.

De verdade é chata a questão da sexualidade. É tanta gente falando de tanta coisa. É preconceito misturado com medo, são palavras duras, é inferno, é céu, é Deus, é Diabo. Que saco! Preciso gritar?

O pior em tudo isso é que o nível dos envolvidos é tão rasteiro que um tapete seria alto demais... Neste caminho, misto de auto conhecimento e relacionamentos, encontrei homens casados, héteros, pastores, caras que estão com a namoradinha no shopping, mas que gostam de brincar com outros rapazes no banheiro, vi gordos e feios, vi lindos e sarados, vi negros e brancos, vi seguranças e faxineiros... Vi meninas "brincando" com meninas no cinema, vi todo o papo de "é só amizade" e o que era para ser um selinho entre amigas foi uma cena digna de um poema de Sapho de Lesbos... É eu vi muita coisa! Fato.
O que mais me chocou foi um cara que estava no reservado de um banheiro de supermercado junto com outro se pegando, até aí nada demais, o que me causou o estranhamento, confesso, nojo e preconceito, foi que por acaso eu encontrei este mesmo homem saindo do mercado com seu filho no colo de mãos dadas com aquela que seria a sua esposa. Doeu ver o tamanho da hipocrisia e da sujeira que aquele homem fez com a mulher. Safadeza nível 100 se isso pode ser classificado. Fiquei tão chocado que conversei com o faxineiro que estava limpando o banheiro sobre o que tinha acontecido diante de nossos olhos.
Acho que perdi o caminho do meu texto, não era nada disso que eu queria falar comecei falando sobre a questão religião X homossexualidade e as dificuldades para conseguir “santidade” e acabo falando de pegação em local público. Que loucura!
O amor está sendo banalizado! Posso concluir?
Sempre acreditei na fidelidade, acho que seria essencial para construção de uma sociedade onde a base seja a família, constituída por héteros ou não, a família deveria ter um elo firme de amor e não essa prostituição medíocre. Afinal o cara além de trair a mulher (infeliz coitada) trai a si próprio mentindo sobre sua sexualidade. RIDICULO
Não sei o que espero para mim, um dia amei muito uma mulher, quase morri por ela, mas depois me apaixonei por um cara, aí, tipo, enlouqueci. Sou gay, sou hétero, sou bi? Quantas dúvidas e medos pensei em por fim a minha vida, no entanto me tranquilizei por que o que havia em comum nisso tudo foi o sentimento de amor e uma leve depressão.(risos)
Hoje sou capaz de amar o humano e respeitar sem precisar levantar uma bandeira.
Talvez não alcance os céus como o povo diz, talvez não consiga encontrar um grande amor e me casar, talvez eu fique perdido para sempre, talvez Sim para tudo isso talvez Não para tudo isso também.

Para concluir eu acredito em Deus, acredito no Amor, acredito em Mim. O resto eu faço acontecer, mesmo se eu me Perder, assim como neste texto, terei tempo, tempo até para FERVER!

Estava com Saudades!
Beijos Coloridos
Sandro Katt

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um Grito: HOMOFOBIA NÃO!

"Porque há o direito
ao grito então
eu grito".
Clarice Lispector






Nunca pensei em escrever sobre esse tema sempre me achei distante dele por me esconder, por não colocar a minha cara aqui, por não querer realmente enxergá-lo. O fato é que está crescendo de um modo assustador o número casos de homofobia no Brasil e sinto muito medo do que pode acontecer comigo, com meus amigos e até mesmo com os que não são do meio, mas que apenas possui uma característica mais feminina ou masculinizada.
Diante de tantos loucos como esse de Realengo, fica difícil fazer humor ou falar de coisas “leves” aqui no blog. Nossa humanidade está perdendo dignidade, respeito e principalmente AMOR, vivemos em um país que não fala e que não vai gritar por nós, assim seguimos com a esperança de um dia morar fora em lugar desenvolvido onde existe tolerância, igualdade de oportunidades e paz.
Tenho muitas coisas para escrever aqui sobre o que vejo, sobre o que vivo e sobre o que meus amigos vivem, mas neste momento onde um Deputado eleito pelo povo declara guerra contra seus eleitores, entre eles pessoas da comunidade GLS, o que posso sentir é medo, apatia e remorso. Remorso, sim, por não conseguir da voz às minhas reflexões e por não conseguir mudar no local onde vivo o pensamento preconceituoso.
A favor do avesso não foi criado com a intenção de levantar uma bandeira, mas narrar às aventuras de um homem que é avesso a sua sociedade. Um homem critico que se permite as mais diversas aventuras, seja estas sexuais ou não, que se permite olhar o mundo e questioná-lo, COMO MUITOS POR Aí! No entanto, chegou a hora de pedir um pouco de reflexão diante deste enorme problema, pedir a você leitor um pouco mais de humanidade e pensamento critico.
É preciso um posicionamento social contra a intolerância acho um absurdo os lideres religiosos gritarem em seus púlpitos palavras de ordem contra os homossexuais. Esquecem de pregar o amor e a nova vida em Cristo, não acredito na libertação ou na teoria do ex-gay, mas sei que muitos vivem uma espécie de renúncia, uma abstinência da prática sexual (cada um com seu cada um, não JULGO, mas não agüentaria), assim como a igreja deveria NÃO julgar.
Falar em nome de Deus é entender que HOMOFOBIA é PECADO, a bíblia diz que Deus ama o pecador e abomina o pecado. Então todo tipo de preconceito e atitude preconceituosa é pecado. É polêmico mexer neste ponto, mas na boa já chupei alguns religiosos e ele não foram abençoados com o dom da foda, acredito que poucos também foram abençoados com inteligência. Deus em sua glória jamais desprezaria um filho seu pelo contrário Ele não o condena perdoa.
Porque estou falando de Deus? O tema vai além da esfera religiosa, pois quem quiser que siga ou não a igreja (aquela parada de Livre-Arbítrio), ele está na TV, nas escolas, nas ruas e nos bares... O que incomoda mais é que os ditos Heterossexuais, bem resolvidos, fazem pegação nos banheiros públicos e depois saem com suas esposas e filhos. Incomoda-me as meninas que ficam pegando as outras meninas e volta para seus namorados... INCOMODA!
Sejamos francos o que a homofobia quer esconder? A verdade da diversidade sexual, os adolescentes que se permitem experimentar, o sexo sendo encarado como fonte de prazer além da procriação... É isso? Vamos esconder então. No entanto, antes de todas as GUEIS se tornarem heteros o país vai conseguir melhorar as condições de saúde, educação, moradia, saneamento básico, emprego, agressão contra a mulher, violência sexuais, drogas, crime organizado e cura para as diversas doenças incuráveis. Vão conseguir? Sei que não. Então nos deixem em PAZ e no mais homofóbicos vão tomar no cu, por que já tomamos em todos os sentidos e na BOA somos fortes, quem sabe vocês GOSTAM
Não somos um problema social, a ignorância é!
Chupa essa!
HOMOFOBIA NÃO!

Beijos Mega COLORIDOS
Sandro Katt

terça-feira, 29 de março de 2011

Carnaval II - O Beijo da Raposa




Se a Raposa soubesse o quanto é bonita...
Se a Raposa soubesse que seu olhar me inspirou a amar
Se a Raposa soubesse que seus lábios foram fonte de vida
Ela saberia que o que ela procura longe dos seus olhos está ali nela mesma e ela precisa apenas de um belo espelho
Depois do beijo da Raposa...

Preciso continuar minha história de carnaval e esta parte é a que mais me emociona, não tenho um porquê específico é apenas um momento capaz de fazer sentido para alguém cheio de questões. O domingo passou bem tranquilo fui ao cinema e li meu livro na praça de alimentação no shopping um desses programas bem solitários que admito amo fazer. Assisti uma comédia romântica e na volta vi a queima de fogos de uma escola de samba qualquer. #Cool
Vamos ao grande dia... Na segunda de carnaval eu já tinha desanimado e pensando que tudo estava acabado por que meu plano de ir a Le Boy havia entrado pelo cano e por isso perderia um dia do carnaval que resolvi “ferver”. No entanto, tudo mudou quando pelo MSN meu amigo me convidou: Vamos ao Rio? Sim, onde te encontro? No centro! Ok!
Uma hora e meia depois eu desci de uma van na Av. Presidente Vargas e contemplei o mundo... Foi como abrir os olhos pela primeira vez, vi os carros alegóricos, as pessoas na rua, crianças, idosos e famílias inteiras passeando. Por um momento me perguntei onde estive este tempo todo? Confesso não sei responder de verdade, mas estava dando meus primeiros passos naquele momento foi como um nascimento de uma criança, criança esta que me assustava muito.
Encontrei meu amigo e junto com ele estavam os amigos dele, alguns eu já conhecia dos blogs que leio (sou fã). Meninos super legais, especiais, fofos, humanos, mas um olhar especial naquele grupo me chamou atenção... O olhar da Raposa. A Raposa é um homem sedutor sua voz gostosa tinha uma mistura de sotaques que só um homem contemporâneo pode obter, sua barba por fazer e seu estilo vintage só me deixou mais encantado.
Passeamos pela Av. Rio Branco, comprei um Ice para me soltar e então explorar o mundo... Seguimos um bloco bem família, encontrei alguns rostos conhecidos, rir horrores, muitas vezes sozinho, muitas vezes em silêncio porque em meio ao novo ia tirando conclusões... Paramos no meio do caminho e agora para onde ir? Todos pensaram... Eu já falei com vocês da Farme de Amoedo? Pois então voltei para lá (todos digam AGAIN). 
O texto anterior, rico em primeiras impressões, fala de conflitos meus... SIM sou meio complexado com o tema, pois acho um horror essa coisa do exibicionismo gay e da discriminação que existe no meio. Barbie não curtem Ursos que não curtem os Afeminados... UM SACO, por favor, concordem comigo é algo muito chato. Gays estão sozinhos porque ficam procurando príncipe encantado quando na vitrine só tem sapo, posso parecer radical, mas gosto de pessoas sem tipo específico.
Fiquei com meus novos amigos, mas não consegui parar de pensar no meu ex, não vou contar essa historia aqui, vi os meninos se permitindo se jogando no carnaval e eu ali parado. Senti-me por vezes uma vela, um segurança, sei lá, eu queria ficar com a Raposa o seu cheiro, seu olhar, sua boca... Devora-me (acho que gritei em silêncio). Depois de observar seus beijos em outro, resolvi perguntar se eu teria uma chance eu sabia que não e foi isso que ouvi, mas mesmo assim... Um Selinho e um Beijo.
Não investi, não quis ser o chato que fica em cima, uma espécie de empata foda, afinal a raposa veio à caça e estava à procura de algo mais saboroso. Na verdade, depois disso eu não entendi como cheguei ali, passou um filme em minha cabeça, pensamentos mil, eu estava feliz, estava em paz, estava em um lugar não mais estranho e desejando alguém como eu não desejava há muito tempo foi aí que eu percebi que estava vivo e pronto para procurar um novo amor...
Andamos mais um pouco até a praia onde rolava uma festa, lá encontrei alguns amigos ditos “heteros” da faculdade sorri na cara deles (isso não importa). Despedi-me dos queridos e meus olhos contemplaram pela ultima vez a Raposa, aquele homem com um poder que ele mesmo desconhece e voltei pela Farme em direção ao ponto de ônibus. No caminho, em meio à multidão um homem me puxou e me beijou sem falar nada estava em um grupo ele era alto, negro e acredito que gringo... Não dei importância voltei de ônibus até o centro da cidade.
Já se passaram vários dias depois de tudo isso... Lembro-me da chuva quando desci no centro, da van cheia de bêbados e da minha emoção. No entanto, o meu pensamento é o mesmo quero encontrar alguém, apagar meu passado e começar de novo e isso devo a Raposa. Sei que essa voltou para sua toca e sei que mal se lembra de mim e tampouco do nosso beijo, sei também que o nosso curto tempo juntos, horas apenas, jamais seria o enredo de uma estória especial... Seria apenas um verso de poucas rimas.
Ao som de Roxette eu consigo terminar essas linhas, sim a letra de “It Must Have Been Love” me mostra um amor que não deu certo, somos diferentes e iguais ao mesmo tempo... Estamos à caça, mas de um amor. Touch me now, I close my eyes and dream away... Como seria? Apenas mais uma pergunta retórica, sem pretensões. Espero que se um dia a Raposa ler meu texto não me odeie por narrar um pouco da sua vida, espero que essa saiba que sua inteligência, carinho e ousadia trouxeram vida a um menino avesso como eu...
  
Se a Raposa soubesse o quanto é bonita...
Se a Raposa soubesse que seu olhar me inspirou a amar
Se a Raposa soubesse que seus lábios foram fonte de vida
Ela saberia que o que ela procura longe dos seus olhos está ali nela mesma e ela precisa apenas de um belo espelho.
Depois do beijo da Raposa... Eu Voltei a Amar.

Beijos Coloridos
Sandro Katt

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carnaval I - A Iniciação


Preciso começar a escrever neste blog e para isso vou narrar os meus acontecimentos mais atuais só para começar até porque não faria sentido colocar história velha no primeiro post de um blog novo, não é verdade?
Na estrada que caminho observando de tudo me joguei no carnaval. Foi muito interessante poder ver coisas que eu jamais imaginei que existissem e nem sequer sonhei em meus sonhos mais pervertidos. Eu conheci um local “novo” e quente uma singela Rua na Zona Sul do Rio de Janeiro, a famosa Farme de Amoedo em Ipanema. Sim, queridos, fui para Farme de Amoedo duas vezes.
Meu carnaval começou no sábado quando uma amiga e eu fomos para Ipanema encontrar outro amigo nosso que resolveu pular do armário (minha amiga acredita que deu cupim no armário dele. Ri Alto). Sem conhecer muito bem os ônibus para zona sul fomos perguntando a todos pelo caminho quando resolvemos seguir um grupo que ia em direção ao nosso destino quando finalmente saltamos num ponto na Farme.
Minha primeira impressão foi preconceituosa achei agressivo ver os meninos se pegando ali, parecia uma vitrine onde você escolhe o que levar de graça. Alguns apertões na minha bunda, mãos desconhecidas alisando meu braço e nosso amigo chegou com o seu grupo, ele veio saltitante como uma criança no parque diversões, definitivamente deu cupim no armário e estavam roendo o bumbum dele!
Durante algum tempo conversando uma linda lésbica começou a flertar comigo, ficamos de mãos dadas e eu ouvi o seguinte comentário da minha amiga: “Você é o “viado” mais louco que eu conheço vem pra Farme com uma menina hetero e fica com uma lésbica”. Depois desta frase eu comecei a ver aquele local com outros olhos sem o olhar do preconceito, afinal eu sabia que eu também fazia parte daquele grupo.
Quanto à questão da sexualidade, abordada pela minha amiga na frase, eu me considero bissexual. Sim, já peguei mulher e homem isso hoje não é um problema. Peço, por favor, não venham me dizer que bissexualidade não existe, existe sim e eu não quero um rótulo que me impeça de desejar outros porque sendo hetero não posso desejar um homem e sendo gay não posso desejar uma mulher. Sou um ser SEXUAL e amo isso mais que tudo.
Para concluir minha primeira experiência na Farme de Amoedo dei um selinho, com cara de quero muito mais, e de verdade eu queria e eu senti que ela também, na menina e deixamos o local em direção ao ponto de ônibus... Um Mc Chicken e algumas batatas fritas depois estávamos minha amiga e eu conversando sobre nossas impressões do dia e concluímos que o mundo é GAY. No entanto, cá entre nós, eu fiquei tranquilo afinal sempre fui um bom menino e aprendi a comer de tudo.
Fim do primeiro dia, mas continua...

Beijos Coloridos
Sandro Katt

sábado, 12 de março de 2011

O que ninguém Falou?



Olá!

Meu nome é Sandro Katt, sou o fruto de um relacionamento extraconjugal. Meu pai se envolveu com um cara e então eu nasci. Sou o resultado do amor entre dois homens heterossexuais aparentemente.
O objetivo do blog é mostrar a minha visão de mundo e tudo que vivi neste caminho onde a sexualidade é o fundamento para o conhecimento do indivíduo (um saco, mas...).
Vou falar tudo sem reservas, sem papas na língua, sem medo...
Sem roupas me apertando...
Neste local me mostrarei nu.
O que ninguém falou? Eu vou falar ou melhor vou REVELAR!
Esse é o primeiro passo os outros virão...
E como virão!


Beijos Coloridos
Sandro Katt